Adiamento da Festa da Flor tem a ver com a vacinação

«A decisão em relação à Festa da Flor tem a ver com a perspetiva de vacinação da nossa população. Não basta abrimos a Economia. É fundamental continuarmos a apostar na salvaguarda da Saúde Pública da nossa população».

A afirmação é de Miguel Albuquerque e foi feita hoje de manhã, à margem de visita que fez à empresa Press Power. Questionado pelos jornalistas, recordou que «grande parte da população deverá estar vacinada em fins de setembro. «A partir dessa data, teremos condições para abrirmos, gradualmente, os eventos de maior impacto», disse

Neste momento, «temos uma coisa extremamente positiva que é não termos confinamento». «Temos de contabilizar os casos, no dia a dia. Estamos a fazer uma avaliação da situação à semana, como já tinha anunciado. A partir deste fim-de-semana será readmitida a entrega de refeições ao domicílio, que estava vedada aos fins de semana. A partir de quinta-feira voltamos a permitir os desportos individuais, com a circunstância de estarem proibidos os acessos aos balneários e os convívios antes e depois da prática desportiva», acrescentou.

O presidente do Governo Regional reforça que «é preciso termos a noção de que temos a Economia a funcionar, com exceção do Turismo e da Restauração e Similares, bem como serviços conexos, por razões exteriores à nossa vontade e que se prendem com o fecho dos mercados turísticos».

Quem determinará o fim destas restrições será, lembra, a Autoridade Regional de Saúde, consoante as monitorizações que vai fazendo. Decisões do Governo, reforçou, serão tomadas conforme essa monitorização.

Mas, vai avisando, «não podemos ter a ilusão de quando os números começarem a baixar a COVID está prestes a ser coisa do passado». «Veja-se o que se passou em Itália. Baixou os números, reabriu. Em casa, os cidadãos não faziam os testes, diminuíram os contactos. Saíram de casa, os números dispararam», complementou.

«Temos uma situação de contenção, com monitorização 24 horas por dia. Prioridade continua a ser a contenção dos surtos, de cadeias pontuais, como aconteceu na escola das Fontaínhas, que fez aumentar os casos em 16 ou 17, e por outro lado evitar que haja problemas na capacidade de resposta das infraestruturas e das equipas da Saúde», disse.

Por outro lado, garantiu que a Região tem capacidade de resposta ao nível das infraestruturas, da logística e dos recursos humanos para, neste momento, fazer face à situação. 

Fonte: madeira.gov.pt

Partilhar

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email