Covid-19. Vacina da AstraZeneca nos Açores e na Madeira também só será administrada a pessoas acima dos 60 anos

OBSERVADOR 09/04/2021

Açores e Madeira vão cumprir as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 só será administrada nos arquipélagos em pessoas acima dos 60 anos.O diretor regional da Saúde disse esta quinta-feira que os Açores vão cumprir as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 só será administrada no arquipélago em pessoas acima dos 60 anos.

Da mesma forma que no outro momento de suspensão da vacina a Região Autónoma dos Açores seguiu as orientações da DGS e do Infarmed, aquilo que tecnicamente forem as orientações da DGS e do Infarmed relativamente a grupos etários e à administração da vacina da AstraZeneca, a região naturalmente irá seguir essas mesmas orientações”, afirmou Berto Cabral.

As autoridades de saúde portuguesas recomendaram hoje a administração da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade, seguindo a decisão de mais de uma dezena de países, que introduziram também restrições etárias.

Em conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, Berto Cabral admitiu que as notícias sobre esta vacina têm provocado um “aumento de recusas”, mas salientou que é “muito comum haver alterações de indicações” em medicamentos.

“O que é efetivamente importante é que esta avaliação esteja a ser feita e que as orientações que irão sair tenham em conta a segurança e os grupos etários que terão um menor risco com a toma desta vacina”, acrescentou. O diretor regional da Saúde reiterou ainda que a vacinação continua a ser “mais benéfica” do que o vírus.

“O benefício continua a ser claramente superior ao risco. A taxa dos efeitos secundários graves de qualquer uma das vacinas que estão a ser administradas é muito mais baixa do que a taxa de mortalidade daqueles que são infetados por este vírus”, frisou.

Na conferência de imprensa, o diretor regional de saúde revelou ainda que os Açores estimam receber nos meses de maio e junho 99.250 doses de vacinas contra a Covid-19, acrescentando que será possível concluir antes disso a primeira fase da vacinação. “Durante o mês de maio chegarão mais 46.800 doses da Pfizer e durante o mês de junho estão previstas 52.650 doses também da Pfizer”, adiantou Berto Cabral.

Os Açores receberam esta quinta-feira 8.500 doses de vacinas da AstraZeneca, depois de na segunda-feira terem recebido 23.400 doses da Pfizer. Ainda durante o mês de abril, está prevista a chegada de 17.550 doses da Pfizer e 10.000 doses da AstraZeneca.

De acordo com o portal de vacinação contra a Covid-19 dos Açores, já foram administradas 56.725 doses na região a 39.003 pessoas, das quais 17.722 com duas doses. Os Açores têm atualmente 186 casos ativos de infeção pelo novo coronavírus que provoca a doença covid-19, dos quais 185 em São Miguel e um em Santa Maria. Desde o início da pandemia foram diagnosticados na região 4.324 casos, tendo ocorrido 4.000 recuperações e 30 óbitos. Saíram do arquipélago sem terem sido dadas como curadas 67 pessoas e 41 apresentaram comprovativo de cura anterior.

A autoridade de saúde da Madeira também vai seguir as recomendações da Direção-Geral da Saúde e a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 só será administrada na região “a pessoas com mais de 60 anos”, foi esta quinta-feira anunciado.

“A Direção Regional de Saúde informa que a vacinação contra a covid-19 na Região Autónoma da Madeira irá implementar as recomendações emanadas, no dia de hoje, pela Direção-Geral de Saúde, ‘task-force’ da vacinação contra a covid-19 e Autoridade Nacional do Medicamento [INFARMED]”, lê-se numa nota da Direção Regional de Saúde (DRS).

Assim, é referido, a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 “só será administrada na Madeira a pessoas com mais de 60 anos”. Ainda segundo a DRS, “quem estiver abaixo desta faixa etária será inoculado com fármaco de outro fabricante”.

Na nota, a autoridade de saúde da Madeira refere ainda que a alteração agora introduzida “não terá impacto no programa de vacinação contra a Covid-19 agendado para os próximos dias”. Desta forma, é acrescentado, na sexta-feira prossegue a “campanha de vacinação nos centros concelhios de Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Funchal, tal como programado”.

“A vacina AstraZeneca é segura e eficaz”, indica a DRS, salientando que “a vacinação é a arma mais importante para a proteção contra a Covid-19”. “A Direção Regional da Saúde mantém-se em contacto com as demais entidades de saúde nacionais e internacionais”, lê-se ainda na nota, recordando-se que foi disponibilizada uma linha de apoio gratuita para a população dedicada à vacinação (800 210 263).

Na segunda-feira, o secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, afirmou que a Madeira tem conseguido ter vacinas “sempre disponíveis” e referiu que no primeiro trimestre a região recebeu 49 mil vacinas da Pfizer e da AstraZeneca e em abril vai ter cerca de 59 mil.

“Depois, entre maio e junho, vamos receber vacinas da Pfizer, da Astrazeneca e também da Johnson&Johnson e isso vai dar um número muito superior às 200 mil vacinas na região”, adiantou o governante madeirense.

Por isso, depois de vacinar todos os elementos da comunidade das escolas, as autoridades de saúde da Madeira vão começar a administrar as vacinas a pessoas de “outros serviços críticos”, nomeadamente “a nível do turismo e similares, porque a hotelaria vai permitir continuar a recuperar a nossa economia”, acrescentou.

O Plano Regional de Vacinação contra a Covid-19 estabelece três fases, a começar pelos grupos prioritários, ao que se seguem as pessoas com comorbilidades e, depois, o resto da população. A estimativa aponta para que sejam vacinadas 50 mil pessoas na primeira fase, outras 50 mil na segunda fase e, por fim, 100 mil pessoas, tendo sido estabelecida a meta de atingir 70% da população (cerca de 260 mil habitantes) da região até o final de setembro.

A Madeira registou esta quinta-feira24 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, todos de transmissão local, e 29 pessoas recuperaram da Covid-19, não existindo doentes internados em cuidados intensivos, divulgou a DRS.

A região passa a contabilizar, desde 16 de março de 2020, um acumulado de 8.535 casos confirmados de Covid-19, 8.127 recuperados e um total de 71 óbitos associados à doença.

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