Desconfinamento na Madeira será de forma progressiva e ponderada

O presidente do Governo Regional acaba de garantir que, na Madeira, todo o processo de desconfinamento «será feito de forma ponderada, progressiva, tendo por base o valor da Saúde Pública». Falando à margem da inauguração da nova lota do Funchal, que ocorreu hoje, Miguel Albuquerque reiterou que a prioridade passa pela vacinação da população e pela sua testagem massiva, para se poder ter uma dimensão real do que é a pandemia na Madeira.

Questionado pelos jornalistas acerca do número de casos, concentrado num concelho de Machico, sobretudo na freguesia do Caniçal, Miguel Albuquerque rejeitou uma política de desconfinamento diferenciado entre concelhos, tal e qual vai acontecer a nível nacional. «Não vamos fazer compartimentos estanques na Região Autónoma, até porque temos de ter a perceção correta do que se está a passar na Região…. Não podemos ter falsa sensação de segurança», explicou.

«Quero garantir a todos os madeirenses e porto-santenses que a reabertura nunca será feita de forma precipitada e irresponsável. Sê-lo-á com ponderação, bom-senso, para evitar que deitemos tudo a perder!», enfatizou.

Desta forma, diz que só 14 dias após a retoma das aulas é que será avaliado o abrandamento das medidas restritivas.

«Não há maior desconfinamento por razões de segurança. E quem decide é o Governo e a Saúde Pública. Eu também gostava de tomar decisões no sentido da reabertura, mas, como foi dito, nada será alterado. Teremos de, primeiro, avaliar o real impacto da reabertura das escolas em termos de pandemia. Só após o dia 25 é que estaremos em condições de o fazer», explicou.

Reforçando que a sua prioridade e deste Governo sempre foi a Saúde Pública e lembrando que o Continente é o Continente e a Madeira é a Madeira, o líder madeirense sustentou que as decisões do seu Executivo «serão sempre tomadas em função da evolução da situação pandémica».

«Nós sempre avisámos que a reabertura das escolas teria impacto fortíssimo na circulação de pessoas. E também dissemos que iríamos vacinar e testar todos o pessoal docente e não docente. Fizemo-lo dentro de um prazo que obrigou a um grande esforço por parte dos profissionais de Saúde. Estamos a testar os alunos…. Foram detetados apenas 11 casos positivos», recordou.

Miguel Albuquerque disse ainda compreender a ansiedade dos agentes culturais e dos empresários, mas lembra que a Madeira, ao contrário do Continente, nunca esteve em confinamento. Apenas aplicou o recolher obrigatório!

Quanto aos grupos de risco, diz que os mesmos serão vacinados conforme os relatórios médicos e patologias.

Fonte: madeira.gov.pt

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