Madeira começa a administrar a terceira dose

DN MADEIRA 04/10/2021

Já são conhecidas as recomendações da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) para as doses extra e de reforço das vacinas contra a covid-19. Em causa estava a administração da terceira dose das vacinas da Pfizer(Comirnaty) e da Moderna (Spikevax).

No caso da Madeira, as autoridades de saúde regionais aguardavam esta decisão para poderem avançar com a administração da terceira dose aos grupos previamente identificados, nomeadamente, pessoas da linha da frente e pessoas consideradas vulneráveis (idosos, pessoas imunocomprometidas, onde se incluem, por exemplo, pessoas com doenças sistémicas e transplantadas, entre outras), contemplando cerca de 80 mil pessoas na Região, conforme números avançados recentemente pelas autoridades regionais.

Ao DIÁRIO, Herberto Jesus disse que a documentação está a ser analisada, mas “a boa notícia é que temos vacinas em stock”. O director regional da Saúde lembra que a vacinação vai começar com os transplantados, imunodeprimidos, e pessoas doenças autoimunes.

“Os restantes grupos serão analisados de acordo com a evidência científica e com as especificidades de uma região ultra-periférica com elevada densidade populacional e com grande proximidade social”, frisou o médico.

O Comité dos Medicamentos para uso humano da EMA (CHMP) concluiu que uma dose extra destas vacinas pode ser administrada a pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido, pelo menos 28 dias após a segunda dose.

De acordo com a informação divulgada hoje por aquela Agência Europeia, a recomendação surge na sequência dos estudos realizados, cuja evidência mostra que uma dose extra dessas vacinas aumenta a capacidade de produzir anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2, sobretudo em pacientes transplantados ou com sistema imunológico enfraquecido.

Embora esteja comprovada a evidência directa de que a capacidade de produzir anticorpos nesses pacientes os proteja contra a covid-19, “espera-se que a dose extra aumente a protecção pelo menos em alguns pacientes”, lê-se na nota divulgada esta tarde. A EMA vai continuar, ainda assim, a monitorizar a situação.

Em relação às vacinas da Pfizer o Comité dos Medicamentos a EMA avaliou, ainda, os dados que mostram um aumento no nível de anticorpos quando uma dose de reforço é administrada aproximadamente 6 meses após a segunda dose em pessoas dos 18 aos 55 anos de idade. “Com base nestes dados, o Comité concluiu que as doses de reforço podem ser consideradas pelo menos 6 meses após a segunda dose para pessoas com 18 anos ou mais”, lemos, ainda, na nota divulgada.

A EMA aproveita para salientar a diferença entre a dose extra para pessoas com sistema imunológico enfraquecido e as doses de reforço para pessoas com sistema imunológico normal, cabendo a cada organismo de saúde pública dos diferentes países a emissão de recomendações oficiais sobre o uso de doses de reforço, tendo em conta os dados de eficácia emergentes e os dados de segurança limitados.

Não é conhecido, para já, o risco de doenças cardíacas inflamatórias ou outros efeitos colaterais muito raros após a administração do reforço, processo que vai ser monitorizado por aquele organismo europeu.

Notícia completa aqui.

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