Madeira sem transmissão comunitária ativa

O presidente do Governo Regional garante que a Madeira não tem transmissão comunitária ativa. E lembrou que a Região está a testar bem mais do que o Continente e do que os Açores, com menos casos e mortes.

Miguel Albuquerque reforçou, há pouco, durante uma vídeoconferência de imprensa realizada na Quinta Vigia, não existir, até à data, na RAM, transmissão comunitária ativa, «uma vez que os Serviços de Saúde, continuam a identificar, a controlar e a vigiar todas as cadeias de transmissão local». «Temos cerca de 48 cadeias de transmissão conhecidas e ativas. Destas, 33 com mais de 2 casos conhecidos», salientou.
O líder madeirense realçou que, a propósito, «apesar do crescimento do número de infetados das últimas semanas, o que era esperado, a Madeira continua com um número de infetados e de óbitos por 100 mil habitantes, claramente, inferiores a Portugal Continental e aos Açores».

Média de testes na Madeira é superior à do Continente

O presidente do Governo Regional disse, há pouco, quanto à capacidade de realização de testes, que esta não só tem sido constantemente reforçada, como adequada às necessidades. Até ontem, sublinhou, o Laboratório de Patologia Clínica do SESARAM já efetuou mais de 205.170 testes. «Um trabalho notável destes profissionais», disse.
«Nos Laboratórios do Continente, já foram efetuados, até ontem, 46.513 testes. Destes, 249 com um resultado positivo, ou seja, o que corresponde a evitar o desembarque de dezenas e dezenas de infetados na Região. Só por isso já valeu a pena», acrescentou.
Neste momento, realçou, «a média diária de testagem do laboratório Regional do SESARAM é superior a 2.000 testes por dia». «Lembro que quando começamos era de 50 testes por dia», complementou.
Miguel Albuquerque realçou que, na Região, há uma média de testes realizados por 100 mil habitantes de 76.648 testes. No Continente, essa média é de 47.960 testes.
«Para quem dizia, como cheguei a ouvir, que a Madeira testava pouco, aqui está a prova em contrário», relevou.

Resolução sobre o segundo teste mantém-se

Na conferência de imprensa, Miguel Albuquerque lembrou ainda que, na resolução n.º 1032 de 26 de novembro de 2020, e tendo em vista o reforço das medidas preventivas em cada família, e para evitar, o contágio daqueles que estão em período de incubação e cujos sintomas não são imediatamente detetáveis no primeiro teste, decidiu-se a realização de um segundo teste, entre o quinto e o sétimo dia, após a realização do primeiro, seja na Região, seja no Continente.
O que isto quer dizer, em termos práticos, «é que, qualquer pessoa tem de permanecer pelo menos cinco dias no território da Região para efetuar o segundo teste».
«O que ficou decidido nesta resolução mantem-se e não vai ser alterado. E lembramos a obrigatoriedade de ser cumprido o isolamento profilático até ao resultado do segundo teste», esclareceu.
Aliás, acrescentou achar «estranho e incompreensível que algumas pessoas tenham alguma dificuldade em cumprir esta determinação, quando está em causa a vida e a saúde dos seus familiares, e contactos próximos».
E anunciou que, desde o dia 2 de dezembro, foram agendados 6011 testes entre o 5º e 7º dia. E foram já realizados 3779 testes, estando agendados para os próximos dias os restantes. Onze foram positivos até à data, o que atesta da importância desta medida, relativamente à contenção de novas cadeias de transmissão na Região.

19 das 65 camas COVID estão ocupadas

O Hospital Dr. Nélio Mendonça tem, neste momento, 65 camas dedicadas aos doentes COVID-19, das quais 19 estão ocupadas. O anúncio foi feito, há pouco, por Miguel Albuquerque, durante a vídeoconferência a partir da Quinta Vigia.
Na unidade dedicada aos suspeitos COVID-19, existem 25 camas, das quais atualmente 10 estão ocupadas.
Ambas estas áreas autónomas são «passíveis de duplicar a sua capacidade em camas em 24 horas, se for necessário».
Por outro lado, recordou a concretização, na primeira quinzena de janeiro de 2021, de uma nova unidade, por baixo do serviço de urgência, com 12 quartos individuais com pressão negativa.

Lares com medidas restritivas

O presidente do Governo Regional salientou que foram tomadas, nas instituições de saúde e lares, medidas restritivas, adicionais que estão em vigor, entre elas: proibição de visitas alargadas – limitadas a 1 familiar por utente, após o sexto dia; intensificação da estratégia de testagem para profissionais, utentes e visitantes; os profissionais estão a ser testados de 3 e 3 dias nos Marmeleiros e no João de Almada; restrição da circulação de profissionais entre instituições de saúde e lares.

Madeira Safe

O governante anunciou ainda que, «desde o dia 1 de dezembro até o dia 20 de dezembro, desembarcaram na Região mais de 25 mil pessoas»
O Madeira Safe tem sobre vigilância neste momento, 19.621 pessoas.

Fonte: madeira.gov.pt

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